15 de julho de 2014

11 atiradores brasileiros disputam o Mundial de Tiro Paradesportivo e sonham em conquistar vagas para Rio-2016

Os principais atiradores paralímpicos do mundo se reunirão a partir desta semana no Campeonato Mundial de Tiro Paradesportivo. A competição ocorrerá de 18 a 26 de julho, na cidade de Suhl, na região central da Alemanha. A disputa internacional representa a primeira oportunidade para os 268 atletas, de 55 países, garantirem presença nos Jogos Paralímpicos do Rio-2016. No total, serão preenchidas 63 das 144 vagas abertas para esta disciplina na principal competição esportiva do planeta.

O Brasil será representado por 11 competidores, recorde de participantes, que obtiveram índices nas competições nacionais, que têm o patrocínio da Caixa Loterias, e nas etapas da Copa do Mundo, desde 2013. O gaúcho Geraldo von Rosenthal, que nasceu com má formação na mão direita e o paulista Carlos Garletti, que sofreu um acidente de parapente, são dois dos principais nomes do grupo verde e amarelo.


Em relação ao Mundial de 2010, disputado em Zagreb, na Croácia, houve um aumento de 28% nas inscrições da competição organizada pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês). O Brasil também chega com novidades a Suhl. Pela primeira vez o país contará com a participação de três atletas no feminino. Quatro anos atrás não havia mulheres na delegação nacional, que era composta por apenas quatro atiradores.

O ambiente da pequena cidade germânica, com cerca de 35 mil habitantes, é propício para a pratica do Tiro Esportivo. A indústria balística se instalou no local no fim do século 19 e se tornou o principal centro alemão para a fabricação de rifles. Desta maneira, aos poucos, o município se tornou referência para competições desta modalidade.

O sonho dos atiradores de se classificarem para os Jogos Paralímpicos do Rio-2016 se estenderá até 2015. Caso não consigam vaga no Mundial, haverá ainda três etapas de Copa do Mundo na próxima temporada (2015). Cada uma delas oferecerá 27 vagas.

Segundo o coordenador técnico do Tiro Esportivo do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Fernando Cardoso Junior, o oferecimento de vagas para os Jogos Paralímpicos traz uma maior qualificação à competição. E também justifica o alto número de inscritos. “O objetivo de um grande atleta é chegar aos Jogos Paralímpicos. Com certeza, os atiradores que estarão no Mundial darão o seu máximo para garantir a vaga para o Rio de Janeiro”, afirmou Cardoso, que é cauteloso ao traçar as metas para o Brasil. “Vai ser difícil obter uma medalha, mas não impossível. Temos atletas que podem dar trabalho aos rivais”, avisou.

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