4 de janeiro de 2014

Com o 'Top 10' em vista, Tiro Esportivo brasileiro busca verba junto ao Ministério do Esporte

Cassio Rippel, 12º do ranking mundial na Carabina Deitado. Foto: Arquivo pessoal
Com o caixa vazio para o início da temporada, como explicitou essa semana em comunicado, a Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE) está buscando recursos junto ao Ministério do Esporte para levar o Tiro Esportivo brasileiro ao 'Top 10' mundial em 2014, objetivo que está próximo de ser alcançado.

Cássio Rippel, atleta da Carabina Deitado, terminou 2013 entre os 12 melhores do mundo e tem possibilidades reais de subir de posição já em março, quando acontecerá a 1ª etapa da Copa do Mundo. Como militar e com apoio de seu comandante, a tendência é que o paranaense de 35 anos em breve esteja entre os 10 primeiros do ranking mundial.


Essa é a expectativa de Ricardo Brenck, diretor técnico da CBTE, que tenta manter no Brasil o técnico da equipe de Carabina, o ucraniano Oleg Mikhailov, pelo menos até os Jogos Olímpicos do Rio 2016. A primeira meta em 2014 será a compra de uma carabina nova para Cassio, que seria da marca suíça Bleiker. O plano inclui também a ida à fábrica de Birmingham (na Inglaterra) para o teste da munição (Eley) na carabina a ser adquirida. O objetivo é conseguir recursos para esse projeto ainda no início de fevereiro.


Além das etapas da Copa do Mundo, que acontecerão esse ano em Fort Benning (EUA), Munique (Alemanha), Maribor (Eslovênia) e Pequim (China), o Tiro Esportivo mundial terá ainda 3 eventos de grande importância: o Campeonato Mundial, em Granada (Espanha); o Campeonato das Américas, em Guadalajara (México), que valem vaga olímpica; e o Campeonato Ibero-Americano, em Buenos Aires, na Argentina. A Confederação também está tentando angariar recursos para as inscrições e para os camps preparatórios para cada uma dessas competições.

A corrida é contra o tempo, como vê Ricardo Brenck, porque parte das despesas dependeria da liberação da Bolsa-Pódio para Cássio Rippel. Mas a compra de munição ainda em fevereiro seria fundamental para todo o planejamento do atleta em 2014, assim como dos outros seis que compõem o Time Olímpico formado pela CBTE: Leonardo Vagner Moreira e Bruno Heck (além de Rippel) na equipe de Carabina; e Felipe Wu, Júlio Almeida, Stênio Yamamoto e Émerson Duarte na equipe de Pistola. A Confederação ainda trabalha para trazer Lyuben Popov, da Bulgária, técnico de Pistola, que já esteve no Brasil em 2012 para um curto período de acompanhamento dos atletas.

Para a temporada 2014, por enquanto o Tiro Esportivo olímpico brasileiro conta somente com os valores da Lei Agnelo/Piva, repassados pelo Comitê Olímpico Brasileiro.

Fonte: Brasil2016 (com adaptações)

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