9 de setembro de 2013

Tóquio voltará a ser palco dos Jogos Olímpicos, 56 anos depois

Jogos Olímpicos de Tóquio 2020
Os Jogos Olímpicos vão regressar a Tóquio em 2020. A capital japonesa foi a escolhida pelos integrantes do Comité Olímpico Internacional (COI) para organizar o maior evento desportivo do planeta, numa votação em que a liderança nunca esteve em questão. Superando a concorrência de Istambul (Madrid foi eliminada logo na primeira votação), Tóquio será o palco do regresso dos Jogos Olímpicos de Verão à Ásia, 12 anos depois de Pequim 2008.

Tendo acolhido os Jogos Olímpicos pela primeira vez em 1964 (já fora escolhida para 1940, mas o evento foi cancelado por causa da II Guerra Mundial), Tóquio vai receber a competição pela segunda vez. Entre 2018 e 2020, a Ásia estará no centro do desporto mundial: Pyeongchang, na Coreia do Sul, acolhe os Jogos de Inverno, e Tóquio recebe os de Verão.

Na hora de decidir, os elementos do COI optaram pela segurança que a candidatura japonesa oferecia. A vitória de Tóquio é inquestionável (60-36), ainda que menos folgada do que a obtida pelo Rio de Janeiro para 2016 (66-32). Os trunfos da candidatura japonesa residiam principalmente no aproveitamento das estruturas existentes, num projeto coeso que prevê ter 85% dos recintos num raio de oito quilômetros em redor da vila olímpica.

Akasa Shooting Range - Jogos Olímpicos de Tóquio 2020O Tiro Esportivo será disputado no Akasa Shooting Range, em Saitama, que abrigou as competições de tiro em 1964 e ainda está em uso freqüente como o centro de treinamento para o esporte. O local será totalmente remodelado para que se enquadre nos padrões modernos.

Fukushima
O acidente nuclear que ocorreu em Fukushima na sequência do terramoto e tsunami de Março de 2011 levantou algumas dúvidas em torno das hipóteses de sucesso da candidatura de Tóquio, mas as garantias do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, convenceram os elementos do COI: “Permitam-me assegurar-vos que a situação está controlada e que não teve, nem nunca terá um impacto sobre Tóquio”, disse. Depois de ser eliminada à segunda de três votações na corrida para os Jogos 2016, Tóquio apresentou um projeto orçado em 2,6 mil milhões de euros que convenceu os votantes.

Istambul ameaçou uma surpresa, ao bater Madrid no desempate da primeira votação. Mas não teve argumentos para contrariar o favoritismo de Tóquio. Na apresentação final, a candidatura turca procurou afastar as desconfianças motivadas pelos incidentes na praça Taksim e também pela proximidade com a Síria: “[Escolher Istambul] seria enviar uma mensagem forte ao resto do mundo e aos nossos vizinhos que precisam de paz”, sublinhou o primeiro-ministro Recep Erdogan. Só que não será ainda em 2020 que uma cidade do mundo muçulmano acolhe os Jogos.

Desilusão espanhola
Quanto a Madrid, protagonizou uma quarta candidatura mal sucedida (1972, 2012, 2016 e agora 2020). Após ficar empatada com Istambul na primeira rodada, a capital espanhola foi afastada no desempate, por apenas quatro votos (45 contra 49), somando a terceira desilusão consecutiva.

O otimismo que se respirava no seio da candidatura madrilena não teve reflexo na votação por parte dos integrantes do COI. Isso foi perceptível após a apresentação final de Madrid, recebida em Buenos Aires com muitas questões relacionadas com o combate ao doping em Espanha.

Fonte: Público (com adaptações)

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