25 de setembro de 2013

Pellielo se torna o maior de todos na Fossa Olímpica; Rodrigo Bastos termina em 9º

Giovanni Pellielo (Itália) - Fossa Olímpica - Campeonato Mundial ISSF de Tiro ao Prato Olímpico 2013 - Foto: Divulgação/ ISSF

Melhor do que qualquer outra pessoa na história da Fossa Olímpica masculina, Pellielo, da Itália, conquistou seu quarto título mundial, em Lima, ontem. Mas ele ainda não terminou. "Eu não vou me aposentar", disse o atirador de 43 anos, que já está fazendo planos para o futuro.


Giovanni "Johnny" Pellielo venceu a Fossa Olímpica no Campeonato Mundial ISSF de Tiro ao Prato Olímpico, garantindo o título mundial pela quarta vez em sua carreira. Pellielo, de 43 anos, superou Anton Glasnovic, da Croácia, 32, na disputa pela medalha de ouro por 13 a 11. O atirador italiano já havia se qualificado na liderança com 121 acertos e ainda levou a semi-final, com 13 acertos de 15 pratos. O italiano, detentor do recorde mundial, garantiu o título nos últimos três tiros, acertando dois pratos, enquanto Glasnovic só quebrou um.

Alguém disse que esta medalha foi inesperada. Pellielo havia conquistado sua última medalha de ouro internacional em 2009, no Campeonato Europeu. Seu último título mundial foi em 1998, há 15 anos. Mas Albano Pera, treinador da Itália, não tinha dúvidas: "Ele é o melhor do mundo"!

"É ótimo conquistar o quarto campeonato mundial com a minha idade", disse Pellielo. "Todos os anos há alguém me dizendo que eu deveria parar. Mas todas as vezes eu volto". "Comprei minha primeira espingarda em 1988, quando criança. Eu tive que pegar um empréstimo para comprá-la. Não poderia imaginar que um dia seria quatro vezes campeão do mundo!", comemorou. "Tenho que agradecer à minha mãe, que me apoiou quando comecei a atirar. E às empresas, meus patrocinadores, que acreditaram em mim durante todos os bons e os maus momentos".

Aos 43, Pellielo tem 25 anos de carreira. Conquistou quatro campeonatos mundiais, três europeus, sete finais de Copa do Mundo e três medalhas olímpicas. Ao ganhar seu quarto título mundial em Lima, Pellielo foi para o topo da classificação de medalhas da Fossa Olímpica, ultrapassando Michael Diamond, da Austrália, e o até então líder histórico, Michel Carrega, da França, que venceu quatro mundiais na década de 70. Ninguém jamais fez melhor que Pellielo na história da Fossa Olímpica. O suficiente para ser chamado de lenda, alguém poderia dizer. 

Mas não é isso que Johnny quer. "Eu não estou planejando me aposentar. Nunca me senti tão bem. Nunca estive tão relaxado durante o tiro. Quando eu era mais novo, sentia muita pressão. Hoje em dia, eu faço as provas mais relazado. Eu amo o que faço e não quero parar agora. Não é hora de ser uma lenda ainda", sentenciou.

Próximo compromisso: final da Copa do Mundo ISSF 2013, em Abu Dhabi. Pellielo não tem recordes para quebrar lá. Com sete títulos e 13 medalhas em finais de Copa do Mundo, ninguém pode alcançá-lo no quadro de recordes.

Prata para a Croácia, bronze para a Espanha

Anton Glasnovic, da Croácia, garantiu a medalha de prata com 11 acertos na disputa pelo ouro, depois de marcar 12 acertos na semi-final e vencer um shoot-off contra o espanhol Alberto Fernandez. Fernandez encontrou o russo multi-medalhista olímpico Alexey Alipov, que conquistou o bronze por 13 a 12 contra Fernandez.

A Espanha venceu a competição por equipes (Alberto Fernandez, Jesus Serrano e Antonio Bailon), com uma pontuação global de 357 pratos. Portugal seguiu em segundo (José Manuel de Bruno Faria, Ricardo Colaço, João Azevedo), com 353 acertos, enquanto o bronze foi para a equipe da Croácia (Anton Glasnovic, Giovanni Cernogoraz, Sasa Sedmak), também com 353.

Rodrigo Bastos em 9º

O paranaense Rodrigo Bastos, do Brasil, fez uma belíssima prova e por apenas 1 prato deixou de participar do shoot-off que decidiu as três últimas vagas para a semi-final. Do quarto ao oitavo lugar, os atiradores empataram em 120 pratos. Bastos, medalha de ouro na etapa do México na Copa do Mundo de 1988, ficou em 9º, com 119 pratos, melhor resultado de um brasileiro em um Campeonato Mundial de Tiro ao Prato Olímpico.

Roberto Schmits, primeiro brasileiro a disputar uma final de Copa do Mundo, ficou em 51º lugar, com 111 pratos. Guilherme Maurina, com 107, em 61º.

Fonte: ISSF (traduzido e adaptado)

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