18 de maio de 2013

Legado do Pan: mais ativo, Deodoro recebe uma competição por semana


Centro Nacional de Tiro Esportivo
O Complexo Esportivo de Deodoro é o legado esportivo dos Jogos Pan-americanos mais utilizado. Construído para a competição na Vila Militar, Zona Oeste do Rio, o local vai ganhar ainda mais importância em 2016: vai virar Parque Olímpico de Deodoro e receberá sete modalidades, sendo a segunda região mais importante dos Jogos depois da Barra da Tijuca. Atualmente abrange cinco instalações que desde 2007 receberam 250 competições – média de praticamente uma a cada semana –, além de projetos de categoria de base do pentatlo moderno e do  judô. São elas: o Centro Nacional de Tiro Esportivo, o Centro Nacional de Hipismo, Centro de Pentatlo Moderno, Centro de Hóquei sobre Grama e o Ginásio de Judô.


Para 2016, a obra mais complexa será a raia da canoagem slalom, dentro do Parque Radical. A construção vai reproduzir a correnteza de um rio e precisa ser a primeira a sair do papel. Também fará parte do Parque Radical a pista de moutain bike, provisória, e a de BMX, definitiva. Depois dos Jogos, o local deverá ser licitado para a iniciativa privada para exploração comercial. A Confederação Brasileira de Canoagem pretende usar a raia como centro de treinamento. Para a disputa do pentatlo moderno, somente a piscina do Círculo Militar está pronta. A esgrima será na futura Arena de Deodoro e uma instalação temporária vai acolher o hipismo e a prova combinada de tiro e corrida. O campo de rúgbi e a pista de mountain bike tambem serão provisórios. O consórcio responsável pelas obras será conhecido no final de maio e as obras, orçadas em R$ 39 milhões, deverão começar em março de 2014.

Fora do aspecto esportivo, o bairro de Deodoro vai ganhar dois corredores de BRT (Bus Rapid Transit): o Transolímpico e o Transbrasil, que vão ligar o local à Barra da Tijuca e ao Centro, respectivamente. A estação de trem será reformada e o asfalto, melhorado. Os rios serão desassoreados e as redes de drenagem, renovadas.

Nas instalações existentes haverá algumas modificações estruturais. No Centro Nacional de Tiro Esportivo, os stands de 25m e 50m terão suas capacidades ampliadas e receberão tratamento acústico. No stand de 10m, a iluminação precisa ser melhorada. Quando chove forte, goteiras são comuns, e parte do sistema elétrico é atingida. O stand de tiro ao prato, ao ar livre, também terá sua capacidade ampliada. Uma cobertura vegetal será implementada no campo de visão frontal dos atiradores para que o trânsito da Avenida Brasil, logo em frente, não atrapalhe.

Ana Luiza Ferrão treinou no Centro Nacional de Tiro Esportivo por quatro anos. A atleta que disputou os Jogos Olímpicos de Londres 2012 considera o local uma conquista para a modalidade no país. Mas acredita que a estrutura é exageradamente grande para treinamentos.

- O stand, a linha de tiro e a iluminção são boas, têm qualidades técnicas. A sala de musculação é muito boa. Não tenho nada a reclamar. Mas a estrutura é grandiosa, e a manutenção é complicada. Às vezes quando tem apenas dois atiradores no stand é preciso ligar a luz e o ar- condicionado para o espaço todo - disse.

A distância era outro fator que incomodava Ana Luiza. De Deodoro e o bairro onde morava, o Maracanã, na Zona Norte do Rio, percorria 40 km diariamente. Desde o ano passado ela mora em Resende, interior do Estado do Rio, onde treina em uma estrutura inferior, porém, a cinco minutos de casa.

No Centro Nacional de Hipismo, a pista de areia será completamente trocada e a capacidade aumentada para 14 mil pessoas com a instalação de arquibancadas temporárias, como no Pan. Os espaços das 180 baias dos cavalos precisarão ser ampliados - quando abertas ao mesmo tempo as portas se chocam. Mais 120 acomodações serão construídas.

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