14 de fevereiro de 2013

Entrevista com Caroline Faci, vencedora do US IPSC Nationals 2012

Caroline Faci ao lado do campeão da Production, Eric Grauffel - Tiro Prático - IPSC

No final do ano passado, conversando com outros atiradores no fórum Tiro Dinâmico, alguém comentou o fantástico resultado obtido por uma brasileira no US IPSC Nationals daquele ano. Procurei informações a respeito para publicar no blog, mas só encontrei os resultados do torneio no site da IPSC e o nome da atleta: Caroline Faci.

Eis que hoje, navegando pelo site do Guga Ribas, me deparo com esta entrevista, feita em outubro, apenas um mês após sua conquista. Confira.

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O US IPSC Nationals, realizado no mês de setembro, reuniu grandes nomes do tiro prático mundial como Jojo Vidanes, Blake Miguez e Frank Garcia. Entre eles, também esteve presente uma das maiores promessas do Brasil no esporte, a paulista Caroline Faci. A brasileira não se intimidou no meio das favoritas americanas, conquistando o troféu da categoria Standard Lady.

Satisfeita com o resultado, Caroline explicou o motivo de querer competir fora do Brasil.

- Participei de duas grandes provas internacionais nos últimos anos (Campeonato Europeu de 2010 e Mundial de 2011). No Mundial da Grécia fiquei em 4º lugar, sendo que as três primeiras colocadas foram americanas. E não foi apenas na categoria Damas que os atletas americanos conquistaram o alto do pódio, isso me chamou bastante a atenção. Eu nunca havia participado de uma prova nos Estados Unidos e sempre ouvia comentários sobre as competições e estrutura do IPSC no país. Além disso, tinha o interesse em saber meu resultado em relação às competidoras americanas – diz a atiradora.

Os objetivos da atleta brasileira parecem ter sido alcançados. Sem contar a conquista do primeiro lugar, Caroline conseguiu ver de perto a estrutura de que tanto ouvia falar e comprovar a qualidade do tiro prático nos Estados Unidos.

- A estrutura do clube é excelente, com espaço amplo e plano. Em todas as pistas haviam cobertores e bancos para os atletas, além de uma equipe vendendo água e frutas. As pistas inteligentes exigiam do competidor raciocínio lógico e rápido. Alvos com distâncias variadas, grande quantidade de alvos de metal, o que exigia maior cuidado e precisão, e muitos alvos móveis também, onde encontrei maior dificuldade para disparar – conta Caroline.

A paulista ainda ressaltou a oportunidade de atirar com atletas experientes, com quem pôde aprender algumas coisas.

- É uma enorme satisfação estar ao lado destes grandes atletas do IPSC e poder observar de perto suas estratégias de pistas, concentração e superação quando cometem algum erro na pista. Além da disciplina, muita simpatia e educação com os fãs. Com certeza acrescentou muito nos meus conceitos e atitudes no esporte.

Mais um motivo que tornou a conquista no US IPSC importante foi a volta por cima da atleta paulista. Em agosto, Caroline foi desclassificada na Copa Tanfoglio por quebrar uma regra de segurança.

- Fiquei chateada com a desclassificação que tive, pois me preparei muito para o campeonato e estava bastante motivada para competir. Mas quando o problema é no equipamento não há nada que possamos fazer. Minha arma estava com o “ciar” quebrado, então quando eu inseria o carregador e manobrava ela disparava sozinha. Portanto, a desqualificação foi para o equipamento e não para minha conduta na pista. E se tivesse sido um erro por falta de atenção minha, iria entender o que aconteceu e me policiar para que não fazer novamente.

Mas nem mesmo o bom resultado, a superação e o aprendizado foram suficientes para satisfazê-la. Caroline garante que ainda tem muito a crescer no esporte.

- Poderia ter sido muito melhor (o resultado), cometi alguns erros bobos que competidores como eu, que levam a sério o esporte e treinam, não podem deixar acontecer. Tive alguns misses em alvos abertos e bem próximos. Outra grande dificuldade foram os alvos móveis, pois estavam em distâncias e com velocidades maiores do que estava acostumada. De maneira geral, fiquei contente com minha colocação, mas sei que tenho muitos pontos para melhorar e muita coisa para aprender, o IPSC é realmente um aprendizado sem fim – revela Caroline.

Ciente de suas responsabilidades, Caroline prefere não fazer planos para o seu futuro no esporte, mas espera conseguir conciliar o tiro prático aos estudos.

- Pretendo continuar participando das etapas do campeonato paulista, das etapas nacionais e de alguns internacionais também, mas, por enquanto, nada definido. Estou no 4º ano da faculdade de direito, estagiando em um escritório e fazendo cursos de idiomas, então tenho outras responsabilidades e prioridades além do esporte.

Fonte: Guga Ribas

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