30 de abril de 2012

Tiro Prático



O Tiro Prático como esporte se originou no sul da Califórnia no anos 50. Inicialmente, as provas eram uma mistura de desafios que envolviam sacar a arma rapidamente, vencer ou contornar obstáculos de modo a poder visualizar os alvos.

Em 1976 foi fundada a IPSC (International Practical Shooting Confederation) por representantes de nove países onde o esporte começava a se popularizar.  O Coronel Americano Jeff Cooper (falecido em set/2006), que é considerado como o "pai" de nosso esporte, foi eleito como primeiro presidente da IPSC. Neste evento, conhecido como "Conferência de Columbia", foi dado início a criação de um corpo administrativo e ao processo de padronização e divulgação das regras. Hoje, a IPSC reúne mais de 60 países e são promovidas competições com mais de 900 participantes.

Os esportistas não fazem parte da IPSC individualmente, somente as "Regiões". O Brasil forma uma "Região" e possui um representante, o Diretor Regional. A CBPT (Confederação Brasileira de Tiro Prático) é a autoridade maior do esporte em nosso país. Os estados possuem Federações e finalmente temos os Clubes que congregam os esportistas e que promovem as competições.

Uma importante parte de nossa organização é o quadro de Arbitragem, formado por esportistas voluntários que fazem cursos para poder aplicar corretamente as regras e zelar pelo bom andamento e segurança das competições. A Arbitragem possui uma estrutura independente dentro da CBTP, a chamada NROI-Brasil que é dirigida por um membro indicado pelo presidente da CBTP.

O Tiro Prático tenta medir a habilidade do esportista em atirar com velocidade e precisão. Em resumo, uma competição de Tiro Prático possui os seguintes elementos: Um conjunto de pistas de tiro, constituídas por um conjunto de alvos padrão colocados a diferentes distâncias e diversos posicionamentos.

Ao sinal de início, o competidor percorre a pista e engaja os diversos alvos à medida em que consegue visualizá-los, sempre acompanhado de perto por um árbitro que zela pela segurança e cumprimento das regras. Ao término, é marcado o tempo gasto e é efetuada a verificação e pontuação dos alvos. A pontuação da pista é obtida dividindo-se o total de pontos obtidos pelo tempo gasto. Ganha a prova quem obtiver o maior número de pontos.

O equilíbrio entre velocidade e precisão é o elemento que confere a dinâmica ao Tiro Prático. O esportista passa a ter como maior desafio superar suas próprias limitações em um constante e infindável processo de crescimento e aperfeiçoamento onde novas técnicas, equipamentos e força de vontade se fundem.

Fonte: IPSC.com.br

26 de abril de 2012

XXIV Campeonato Brasileiro de Silhuetas Metálicas

A AAMTA - Associação Mocoquense de Tiro ao Alvo, em conjunto com a FPTP - Federação Paulista de Tiro Prático e CBTP – Confederação Brasileira de Tiro Prático tem a grata satisfação de convidar os senhores atiradores e suas famílias a participarem do  XXIV CAMPEONATO BRASILEIRO DE SILHUETAS METALICAS , dias 28 de Abril a 1º de Maio de 2012 a ser realizada nas dependências do Stand de Tiro do TG 02 - 022, à Rodovia. Mococa / Canoas Km 1,80 - Mococa – SP.

Contamos com sua participação para mais uma vez estarmos irmanados com o objetivo comum que de engrandecer e abrilhantar ainda mais o nosso esporte.

Divisões: BIG BORE; SMALL BORE; FIELD; ARMA LONGA; AR COMPRIMIDO;
Troféus: AGREGADOS (BB, SB, AR, ALBB, ALSB, FP, AS, ALAR, FC)
PLACAS PERSONALIZADAS PARA TODOS OS COMPETIDORES 

Observações Importantes:
1.      Todas as Provas terão Inicio às 9:00 hs e Término às 17:00hs.
2.      OBRIGATÓRIO O USO DE “EPI” DE TIRO.
3.      SOMENTE PODERA PARTICIPAR ATIRADOR COM CR E GUIAS VÁLIDOS

Para maiores informações contatar:
Carlos Villares – (19) 9775–7025
Donald Frasier – (11) 9605-9592
Cesar – (19) 3656–0837                            
Matheus  – (19) 9220-6560

Fonte: CBTP

Atiradores maranhenses alcançam bons resultados nas últimas etapas dos Campeonatos Brasileiros de Trap e de Carabina/Pistola


As duas últimas etapas dos Campeonatos Brasileiros de Trap e de Carabina/Pistola, realizadas neste dois últimos fins de semana em todo o Brasil, registraram bons resultados alcançados por atiradores maranhenses, que atiraram em São Luís e Imperatriz.

Na 2ª Etapa do Campeonato Brasileiro de Carabina e Pistola, realizada de 13 a 15 de abril, tivemos o grande resultado de Alysson Marquezelli, na Carabina de Ar Olímpica, que com 564 pontos, ganhou o 1º lugar na classe C, batendo seu recorde pessoal. Ele também fez bonito na carabina deitado, alcançando seu melhor resultado individual.

Rui Duarte, também manteve o nome do Maranhão entre os primeiros lugares do pódium dos carabineiros másters.
Venceu na prova de Carabina Deitado, com 566 pontos, e ficou por apenas dois pontos atrás do primeiro lugar na Carabina de Ar Olímpica. Rui Duarte, venceu com grande resultado, na categoria máster, a prova de Carabina Mira Aberta de Ar, com excelentes 290 pontos ( de 300 pontos máximos possíveis). 

Também na categoria máster, mas participando em 4 provas de Duelo 20 segundos, tivemos a grande performance de José Augusto dos Reis, que venceu uma prova e ficou em segundo nas outras 3 modalidades de Duelo.

Francisco Farias, também fez bonito nas armas curtas olímpicas. Venceu nacionalmente, na categoria Máster (acima de 55 anos) a prova de Pistola Livre. Ficou em segundo lugar nas provas de Fogo Central e Pistola Standard, perdendo nas duas para seu arqui-hiper-super-adversário o General Newton Breide. No Tiro Rápido, nosso Xicão ficou em 3º lugar. Na prova de pistola de ar, o seu resultado foi bem aquém e não obteve podium.

É, nossos mastérs estão dando trabalho Brasil afora.

Rodrigo Farias, outro atirador maranhense, na categoria sênior (dos 21 aos 55 anos) filiado ao CCPETI de Imperatriz, fez bonito, e na sua estréia nacional, ficou em segundo lugar na classe principal, a Classe A, na prova de Carabina Mira Aberta 25 metros, com impressionantes 339 pontos.

Ainda atirando em Imperatriz, vindo do Pará, tivemos a presença de Rubinete Nazaré, que atirou representando o seu estado natal. Contamos também com a presença dos Drs. Dennis Jenkings e Marupiára Guerra.

Rose Teixeira, nossa guerreira de Açailândia, apesar de não ganhar podium, fez bonito na prova de Pistola de Ar com o resultado de 348 pontos, de 400 pontos máximos. (são 40 tiros de chumbinho a 10 metros, onde cada tiro vale no máximo 10 pontos).

Na 3ª Etapa do Campeonato Brasileiro de Trap, tivemos os belos resultados de Gilmar Blatt e Francisco Farias. Gilmar Blatt, atirador maranhense filiado ao CBTD (Clube Balsense de Tiro Desportivo), fez uma excelente pontuação nas duas modalidades que participou, alcançando o segundo lugar nacional em ambas, com resultado de "gente grande". No Trap Top 100, na Classe A, ele conseguiu quebrar 96 pratos (de 100 pratos ao todo). No Trap Top 200 , ele alcançou a marca de 191 pratos quebrados, (de 200 pratos ao todo). Realmente muito bom. 

Ainda nesta Etapa do Brasileiro de Trap, tivemos computados para o Maranhão os grandes resultados alcançados por Francisco Farias, quando ele venceu na categoria máster, no Top 200, com 179 pratos quebrados, e ficou em segundo no Top 100, com 90 pratos quebrados.

Parabéns a todos estes abnegados desportistas, que com todas as dificuldades inerentes ao nosso esporte no Brasil, sem apoio, sem incentivo, conseguiram levar para cima dos podiuns Brasil afora, o nome e a bandeira de nosso estado.

Fonte: FMTE

24 de abril de 2012

Fundamentos do tiro: Respiração

Fundamentos do Tiro Esportivo - Respiração
Terceiro artigo de um total de seis da série Fundamentos do Tiro de autoria do medalhista pan-americano e técnico de Tiro Esportivo Silvio Aguiar.

Respiração

No nosso esporte, o fundamento respiração passa quase sempre despercebido dos atiradores. Talvez por se tratar de uma atividade natural do nosso organismo, é visto pela maioria como o fundamento de fácil execução. Porém, devido à importância da adequada oxigenação do nosso organismo (e, por conseguinte do SNC) na execução de qualquer ação motora, a desatenção à respiração ocasiona grandes prejuízos no desempenho dos atletas do tiro esportivo.

Sua relevância começa na preparação para o exercício e transcende às necessidades próprias da atividade de disparar, indo muito além da forma correta de respirar durante a execução do processo. O nosso primeiro passo será aprender a técnica correta de respirar.

23 de abril de 2012

Dos tiros com arma de chumbinho à vaga olímpica, conheça a história de Filipe Fuzaro




Quando criança, Filipe Fuzaro brincava de atirar em latinhas com uma espingarda de chumbinho. Hoje, o tiro deixou de ser uma diversão de infância e transformou o paulista da cidade de Rio Claro em um atleta olímpico. Aos 29 anos, ele será o representante brasileiro na fossa olímpica dupla nos Jogos de Londres. Ao invés de alvos improvisados, agora o objetivo é acertar pratos lançados no ar por uma máquina.

Fuzaro conquistou a vaga na Olimpíada em novembro de 2010, ao conquistar a Copa das Américas, realizada no Rio de Janeiro. Ele superou o favorito norte-americano Ian Ruppert por apenas um tiro. De lá para cá, muita coisa mudou. Filipe ganhou apoio da Confederação e passou a ter condições de treinamento iguais às de atletas de alto nível de outros países.

“Mudou tudo. Antes eu treinava uma vez por semana, hoje treino cinco vezes por semana. Tenho psicólogo esportivo, técnico, personal trainer e nutricionista. Antes eu tinha que viajar para treinar em Americana, a 60 quilômetros da minha cidade. Agora, instalaram um equipamento moderno em Rio Claro, semelhante ao que será usado em Londres. Foi gasto R$ 75 mil nessa máquina. Antes, eu não tinha uma arma tão boa, era adaptada, agora comprei uma arma boa. Sinto uma mudança absurda na qualidade do meu tiro”, explicou Fuzaro, que, no entanto, fez uma comparação de sua preparação com a dos atiradores internacionais de ponta. “Minha preparação é igualzinha à deles, a única diferença é que eles estão treinando assim há sete anos, e eu comecei ano passado”.

O investimento para a busca de um bom resultado em Londres está sendo financiado pela Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE), pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e pela Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC). A primeira meta de Fuzaro na Olimpíada é se classificar à final, para depois focar em uma medalha.

A paixão de Fuzaro pelo esporte vem de família. O pai dele, Érico Fuzaro, já participava de competições de tiro e acabou influenciando o filho. Entre as brincadeiras de criança com arma de chumbinho e a vaga olímpica, Filipe Fuzaro foi evoluindo a cada ano e acumulando conquistas. Atualmente, é o recordista brasileiro na modalidade. Além do título da Copa das Américas, ele foi tetracampeão brasileiro, tricampeão continental, quinto colocado nos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, e décimo no Pan de 2011, em Guadalajara, entre outros resultados. 

“Dei meu primeiro tiro com cinco anos. De tanto insistir, meu pai me deixou atirar com uma espingarda de chumbinho. Eu não tinha nem porte direito para segurar uma arma. Depois, a brincadeira foi começando a ficar mais séria. Com 11 anos, comecei a participar de campeonatos, passei por várias categorias, juvenil, júnior, sênior”, contou Fuzaro, que garantiu nunca de atirado em pássaros mesmo durante as diversões de infância. “Nunca gostei disso. Eu fazia vários alvos, como latinhas, garrafas”.

Apesar de o tiro esportivo ter levado Filipe Fuzaro aos Jogos Olímpicos de 2012, o esporte não é a única atividade dele. Formado em administração de empresas, ele divide o tempo entre os treinamentos e competições e o trabalho em uma empresa distribuidora de produtos para calçados.

“Financeiramente, ainda é impossível eu me manter só com o tiro. Agora eu não gasto mais dinheiro para atirar, mas também não ganho nada. Ainda não tenho nenhum patrocínio, vamos ver mais para frente”, explicou.

20 de abril de 2012

Deputado apresenta PL revogando o Estatuto do Desarmamento

O deputado federal Rogério Peninha Mendonça (PMDB/SC) apresentou, nessa quinta-feira (19), projeto de lei que prevê regulamentar a aquisição e circulação de armas de fogo no país. O PL 3722/2012 revoga a lei atual, popularmente conhecida como “Estatuto do Desarmamento”. Extenso e cujos termos demonstram uma profunda análise técnica da matéria, o projeto estabelece uma nova sistemática regulatória para armas na sociedade brasileira, alinhada à realidade e, sobretudo, ao resultado do Referendo de 2005, quando 60 milhões de eleitores rejeitaram a ideia de se extinguir o comércio de armas e munições no Brasil.

Pela proposta, ainda que se prestigie a opção popular pelo acesso legal às armas, mantém-se um rígido controle do estado sobre sua comercialização, posse e, especialmente, porte. Além disso, o sistema de regulação é ampliado, preservando o controle central com a Polícia Federal, mas atribuindo às polícias estaduais atuar em conjunto no Sistema Nacional de Armas – SINARM.

O texto ainda traz para a própria lei a regulamentação de matérias que hoje se encontram esparsas, a exemplo das atividades dos atletas do tiro desportivo e dos colecionadores, categorias que, por desconhecimento ou preconceito, muito sofrem com um estigma injustamente sobre elas lançado. A proposta garante o exercício racional dessas atividades e as reconhece como verdadeiramente são, isto é, prática esportiva e preservação histórica.

Autor da proposta, o Deputado Peninha explica que sua elaboração partiu do clamor popular. “Minha atividade parlamentar se caracteriza pelo contínuo contato com a população, pessoalmente e nas redes sociais, onde a insatisfação com a lei atual é muito forte e de onde partiram pedidos sucessivos para que fosse mudada. A proposta que apresentei é fruto disso e tem como objetivo aliar a vontade popular ao controle efetivo e racional das armas pelo Estado”, afirma.

Para o deputado, “desde o resultado do referendo de 2005, o Estatuto do Desarmamento perdeu o sentido, pois todos os seus termos partiam da ideia da proibição do comércio de armas no país, e como a maioria esmagadora da população reprovou essa ideia, a lei acabou se distanciando da realidade”, pontua. “Além disso, se olharmos as estatísticas desde 2003, quando a lei atual entrou em vigor, vemos que ela não conseguiu reduzir as mortes e muito menos a criminalidade no país, sendo necessário se pensar em um modelo novo, a exemplo do que vêm fazendo os países com maior sucesso na redução da violência”, conclui o parlamentar.

Um dos maiores críticos da atual legislação, Bene Barbosa, presidente da ONG Movimento Viva Brasil, comemorou a apresentação do projeto. “O que temos assistido nos últimos anos é a insistência em manter uma legislação feita de afogadilho, baseada no falso clamor popular de que o desarmamento era um desejo da população. O novo projeto de lei trará enormes benefícios para segurança pública e para a garantia do direito à legítima defesa do cidadão brasileiro”, afirma.

A íntegra da proposta pode ser consultada neste link e as discussões prometem ser acaloradas.

Este texto pode ser publicado livremente desde que mantido em sua íntegra.
Maiores informações para imprensa:
Rafael Pezenti
Assessor de Imprensa - Deputado Federal Peninha (PMDB/SC)
(61) 3215 5656 

18 de abril de 2012

Evento teste de tiro esportivo começa em Londres com participação brasileira

por ESPN.com.br com Agência Reuters

Nesta terça-feira, começa em Londres o evento teste de tiro esportivo para os Jogos Olímpicos. Atletas de 95 países participarão da competição, incluindo 16 brasileiros, dos quais dois têm vaga garantida na Olimpíada: Ana Luiza Ferrão e Filipe Fuzaro. O evento teste é uma das etapas da Copa do Mundo da modalidade.

Na primeira etapa, que aconteceu nos Estados Unidos no final de março e contou apenas com a categoria tiro ao prato, Filipe terminou com o melhor resultado já conquistado por um brasileiro: 5º lugar. Por isso, chega embalado ao evento londrino.

Ana Luiza não participou da etapa americana, pois disputa apenas a categoria pistola, mas está na Inglaterra para competir em duas provas: pistola de ar e pistola 25m. As provas começam no dia 19 de abril. No tiro ao prato, Filipe participará da fossa double no dia 23.

O complexo que receberá a modalidade do tiro esportivo em Londres conta com três quadras indoor e uma a céu aberto. O britânico Peter Wilson, que venceu a etapa da Copa do Mundo dos EUA com o recorde de 198 acertos em 200 tiros, está maravilhado com o local das competições.

"Eu amei. É o meu primeiro dia aqui e ainda estou conhecendo, mas está sendo ótimo. Nunca vi nada assim em outros países, então somos muito sortudos de termos isso aqui", disse Wilson, que acredita que o nível de todos os competidores que estarão na Olimpíada é muito próximo e que, por isso, a força mental é o que define uma medalha.

17 de abril de 2012

A longevidade do Tiro Esportivo



Até que idade conseguimos atirar? Ou melhor, até que idade conseguimos atirar competitivamente? Enquanto em outros esportes a vida esportiva acaba aos 30 ou mesmo aos 18, no tiro ainda temos muita lenha pra queimar. É isso que nos mostra esse artigo de Gabriel Grumberg:

A longevidade no Tiro Esportivo

Enquanto na ginástica olímpica com 18 anos a ginasta já é considerada “velha”, no tênis aos 26 anos já faltam pernas e potência para desferir os golpes de raquete, no futebol aos 30 anos os jogadores procuram times de menor expressão para jogar, no tiro esportivo aos 40 se está em plena forma ainda! 

Para não falar só de Alfred Swahn, da Suécia, que competiu na Olimpíada de Antuérpia em 1920, com 72 anos e de Afanazi Kuzmin da Lituânia, que competiu em Beijing 2008, aos 61 anos em sua oitava participação olímpica, vamos citar outros grandes atiradores, que após os 40 anos, atiraram melhor como nunca.

Sergei Alifrenko da Rússia, nascido em 1959, aos 41 anos ganhou a Olimpiada de Sidney – 2000, aos 45 anos foi bronze na Olimpíada de Atenas – 2004, aos 47 anos foi bronze no Mundial de Zagreb – 2006, aos 48 anos ganhou a World Cup de Bangkok – 2007 e aos 49 anos, ganhou a World Cup de Beijing – 2008, tudo isto na Pistola de Tiro Rápido.

Ainda da Rússia temos Boris Kokorev, nascido no mesmo ano de 1959, campeão olímpico em Atlanta 1996, ganhador de inúmeras competições internacionais, ganhou este ano a World Cup de Milão – 2008, estabelecendo o fantástico resultado de 572 pontos na pistola livre, com 49 anos. Para se ter uma idéia o ganhador da Olimpíada de Beijing – 2008 fez modestos 563 pontos. Na pistola de ar, em Milão - 2008 ele foi bronze com 586 pontos, o mesmo resultado do ganhador da Olimpíada de Beijing – 2008. Talvez os dirigentes russos apostaram na renovação, não levando nem o Alifrenko, nem o Kokorev para a Olimpíada de Beijing – 2008 e se deram mal.

Outro ícone do tiro mundial, Ragnar Skanaker da Suécia, nascido em 1934, que já ganhou tudo o que devia antes dos 40 anos, ainda foi campeão mundial em Caracas – 1982 aos 48 anos, prata na Olimpíada de Los Angeles - 1984 aos 50 anos, bronze na Olimpíada de Seul – 1988, aos 54 anos e bronze na Olimpíada de Barcelona – 1992, aos 58 anos. Em 1996, na véspera da Olimpíada de Atlanta, atirou na World Cup Munich – 1996, incríveis 569 pontos de pistola livre, aos 62 anos. Ainda em atividade, em março de 2008, sagrou-se campeão sueco com a expressiva marca de 582 pontos em pistola de ar, tudo isso aos 74 anos apenas, ironizando o segundo colocado que ficou 10 pontos atrás, sendo 35 anos mais jovem.

Temos ainda a Susan Natrass, canadense, nascida em 1950, que participou em Beijing – 2008 de sua 6ª Olimpíada aos 57 anos, ganhou a World Cup Zagreb – 2006 aos 55 anos e os Jogos Pan-americanos Rio – 2007 aos 56 anos na Fossa Olímpica.

Podemos citar outros grandes atiradores com mais de 40 anos que desfilam sua categoria pelos estandes do mundo inteiro, como o italiano Andréa Bennelli, ouro em skeet, na Olimpíada de Atenas – 2004, aos 44 anos, Ahmed Almaktoum, dos Emirados, ouro em trap duble, na Olimpíada de Atenas – 2004, aos 41 anos, Warren Potent, australiano, nascido em 1962, bronze na Olimpíada de Beijing – 2008 em carabina deitado, que já tinha ganho nesse mesmo ano de a World Cup – Beijing – 2008, tudo isso com 46 anos de idade tendo ganho também as World Cup – 2007 Sidney e World Cup – 2007 Bangkok.

Num levantamento feito entre as mais de 30 modalidades esportivas disputadas nos Jogos Olímpicos de Beijing constatamos que o Tiro Esportivo é o de maior longevidade.

Veja quadro comparativo da Olimpíada de Beijing – 2008, que mostra a diferença de idade dos atiradores mais jovens e mais velhos, podemos afirmar com toda convicção que o tiro é o esporte com maior longevidade.

PROVAS MASCULINAS

Pistola de Ar
David Moore - Austrália - 30 Dez 53 - 55 anos
Daemyung Lee - Korea - 14 Set 88 - 19 anos

Pistola 50 metros
David Moore - Austrália - 30 Dez 53 - 55 anos
Daemyung Lee - Korea - 14 Set 88 - 19 anos

Pistola de Tiro Rápido
Afanaijs Kuzmins - Latvia - 22 Mar 47 - 61 anos
Leonid Ekimov - Russia - 13 Set 87 - 20 anos

Carabina Deitado
Ned Gerard - Ilhas Virgens - 14 Jul 56 - 52 anos
Robert Eastham - Nova Zelândia - 01 Fev 89 - 21 anos

Carabina de Ar
Raimond Debevec - Slovênia - 29 Mar 63 - 35 anos
Stephen Scherer - Estados Unidos - 22 Fev 89 - 21 anos

Carabina 3 posições
Juha Hirvi - Filandia - 25 Mar 60 - 48 anos
Petar Gorsa - Croácia - 11 Jan 88 - 20 anos

Fossa Olímpica
Juan Carlos Dasque - Argentina - 12 Out 52 - 55 anos
Giuseppe Di Salvatore - Canadá - 19 Dez 89 - 19 anos

Fossa Double
Graeme Ede - Nova Zelândia - 07 Fev 60 - 48 anos
Giuseppe Di Salvatore - Canadá - 19 Dez 89 - 20 anos

Skeet
Ioan Toman - Romenia - 06 Mar 59 - 49 anos
Vicent Hancock - Estados Unidos - 19 Mar 89 - 21 anos

PROVAS FEMININAS

Pistola de Ar
Brigitte Roy - França - 25 Fev 59 - 49 anos
Tanyaporn Prucksakorn - Thailândia - 08 Jan 90 - 18 anos

Pistola Sport
Elizabeth Callahan - Estados Unidos - 25 Fev 52 - 56 anos
Tanyaporn Prucksakorn - Thailândia - 08 Jan 90 - 18 anos

Carabina de Ar
Fabienne Pasetti - Monaco - 04 Out 65 - 42 anos
Thanyalak Chotphibunsin - Thailandia - 19 Nov 90 - 17 anos 

Fossa Olímpica
Susan Nattrass - Canadá - 05 Nov 50 - 57 anos
Charlotte Kerwood - Gran Bretânia - 15 Set 86 - 21 anos 

Skeet
Svetlana Demina - Russia - 18 Abr 61 - 47 anos
Minji Kim - Coréia -17 Fev 89 - 18 anos

Enfim, depois de todos esses exemplos, definitivamente podemos dizer que no tiro, a vida começa aos 40!

Compilado por: Gabriel Grumberg
Fonte: CBTE

13 de abril de 2012

Fundamentos do tiro: Empunhadura

Fundamentos do Tiro Esportivo - Empunhadura
Segundo artigo de um total de seis da série Fundamentos do Tiro de autoria do medalhista pan-americano e técnico de Tiro Esportivo Silvio Aguiar.

É só ler e treinar.

Revista Magnum: CBC 8022 e Diana Modelo 35


Vocês vêem acima a capa e a contracapa, respectivamente, da edição número 114 (fev/mar 2012) da revista Magnum.

Esta edição está particularmente interessante a quem pratica o esporte do tiro, contendo uma boa matéria falando da carabina CBC 8022 calibre .22LR por ação de ferrolho, única carabina deste tipo fabricada no Brasil hoje, outra sobre a carabina de pressão Diana Modelo 35 e uma ótima estréia da seção Armeiros do Brasil.

Ler e conhecer nunca é demais.


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12 de abril de 2012

Cadernetas de tiro



Se seu objetivo é melhorar e, por conseguinte, vencer, não pode confiar apenas na sua memória. Seu cérebro precisa estar focado em tantos fundamentos no momento do tiro que é humanamente impossível lembrar de todos detalhes que podem fazer diferença na hora da prova. Acertar o centro do seu alvo não depende apenas de você, mas também do vento, luminosidade, clicagem da arma e etc.

Este artigo do recordista e campeão brasileiro de armas longas da CBTE e das Forças Armadas Eduardo Ferreira nos ajuda a compreender porque manter uma caderneta de tiro é tão importante.
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CADERNETAS DE TIRO

O presente artigo versa sobre uma importante e antiga ferramenta que deve estar sempre ao alcance do atirador, particularmente ao do carabineiro que tem muitas ajustagens para realizar. Essa ferramenta chama-se caderneta de tiro ou diário do atirador, que deverá conter os dados principais dos ajustes de sua arma e das suas posições. A caderneta foi lembrada pelo técnico William (Bill) Krilling, treinador da equipe olímpica norte-americana e instrutor do Fort Benning durante anos, quando esteve no Brasil em 1977, contratado pela Confederação para ministrar clínicas de tiro aos carabineiros .

O diretor-técnico da CBTA - Alberto Braga (Tutuca) escreveu um interessante artigo, republicado no site da FMTE -“Do fundo do Baú.”, com suas impressões sobre a clínica ministrada no excelente estande do Clube de Regatas do Flamengo, atualmente demolido por decisão da diretoria do clube para dar mais espaço para o futebol na década de 80. Enquanto esperávamos a chegada do Krilling e do Braga, estávamos realmente com muita ansiedade e esperançosos pelas possíveis mudanças em nossas posições, que certamente fariam melhorar os nossos resultados.

Ao chegar, Krilling pediu para que nós nos arrumássemos e que gostaria de analisar nossas posições, bem como o nosso desempenho técnico. Ao nos prepararmos para o tiro deitado veio a primeira observação: “onde estavam as nossa cadernetas de tiro para o ajuste das armas na posição deitado?”. Alguns estavam montando a sua carabina sem qualquer anotação, fazendo tudo de “cabeça” como diziam, outros utilizando “bloquinhos” com anotações rabiscadas.

Chamou, então, a nossa atenção para a importância de anotar as regulagens das armas para aquele estande e as observações sobre as posições de tiro ao final do treinamento. A seguir, sentado com a sua luneta atrás de nós, passou a nos observar atirando na posição deitado. Após vários disparos iniciou as correções das nossas posições e em seguida, munido de uma chave, começou a ajustar as armas, encurtando a distância do garfo ou dando uma inclinação no prato, alterando também o furo da bandoleira ou até mesmo mexendo na distância do gatilho.

Durante toda a manhã manteve esta dinâmica, observando os grupos de tiros e corrigindo a posição de cada atirador ou modificando as ajustagens das carabinas. Não seria necessário ressaltar a mudança dos grupamentos, com os tiros ficando mais freqüentes na zona do dez. Além dessas mudanças mecânicas procurava conversar com cada um, perguntando como estava se sentindo, transmitindo confiança e incentivo com os resultados apresentados.

Após o tiro deitado, com as ajustagens transcritas na caderneta, veio o treinamento da posição em pé, posição mais “carente” e de menor desempenho técnico de todos os presentes. Depois de algum tempo observando as nossas posições e desempenho, chamou-nos a atenção para a técnica do tiro em pé desenvolvida pelos atiradores do Fort Benning – “bend e twist”, ou seja inclinação da arma, facilitando o apoio da bochecha sobre a coronha e a torção do corpo, girando a parte superior na direção do alvo e mantendo o quadril voltado para frente. A posição ficou mais “trancada”, possibilitando mais disparos na zona do nove e do dez.

A nossa posição antiga de pé era realmente muito instável, com o peso da arma apoiado principalmente pela perna da frente, enquanto a perna direita ficava solta, com o quadril projetado para o lado. Com a nova posição ensinada , onde se procurava trazer o centro de gravidade para dentro da projeção do corpo, os resultados começaram a surgir, um maior número de dez e a redução dos tiros “escapados”. Novamente a obrigação de escrever na caderneta os novos ensinamentos e as novas regulagens.

Por fim, passamos para posição de joelhos, com o técnico modificando radicalmente as posições dos atiradores, antes elevada, com a distribuição equilibrada do peso sobre o triângulo formado pela posição, para uma posição mais baixa e com o peso da carabina
recaindo mais sobre a planta do pé esquerdo, tornando a posição mais estável, com menor movimento lateral e com um maior rendimento técnico.

Ainda guardo a minha velha caderneta de tiro, iniciada com o Krilling, contendo alguns preciosos ensinamentos transmitidos de uma forma objetiva, didática e convincente pelo renomado técnico que se tornou muito estimado pelos carabineiros que tiveram a oportunidade de serem seus alunos. Desde o “check list” até o “sentimento da posição interior” com itens assinalados em seu livro.

Do seu livro “Shooting for gold”, ele chama a atenção sobre a importância do uso da caderneta ou diário: “A caderneta ou o diário é um dos mais importantes acessórios do atirador.” Ele chama atenção para inúmeros objetivos, que incluem:

a. Montagem da carabina e ajustagem dos acessórios;
b. Anotações sobre as posições de tiro;
c. Anotar as pontuações para serem revistas mais tarde;
d. Anotações sobre treinos, provas e seções de práticas, ressaltando os aspectos positivos;
e. Informações gerais sobre estandes poderão ser aproveitadas mais tarde em outras ocasiões;
f. As entradas das posições devem ser naturalmente com confiança, reforçando os aspectos positivos da performance, sucesso e pontos fortes do atirador.

Encontrei Krilling durante a competição da Copa Mundial em Fort Benning em 2006, com aquele mesmo sorriso amigável de sempre. Procurou a equipe brasileira para rever os brasileiros e desejar boa sorte naquele evento. Convém lembrar que Krilling além de ter sido um atirador de alto nível técnico, conquistando a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1963, em São Paulo, foi considerado um dos melhores técnicos da equipe norte-americana além de ser o autor de um dos melhores livros sobre o tiro de arma longa.

por Eduardo Ferreira
ferreiraedu@terra.com.br

Recordista e campeão brasileiro de armas longas da CBTE e das Forças Armadas. Ex vice-presidente da CBTE e da federação do DF, ex presidente das federações do RJ e CE, e diretor das federações da PB e RS. Autor de "Arma Longa" e "História do Tiro"

Fonte: TiroFlu

2ª Etapa do Campeonato Brasileiro de Car/Pst 2012


Abertas as Inscrições da 2ª Etapa do Campeonato Brasileiro de Car/Pst 2012

Já estão abertas as inscrições nacionais da 2ª Etapa do Campeonato Brasileiro de Carabina e Pistola , a se realizar no próximo dia 14, (sábado) e 15 (domingo), em São Luís/Capetim e Imperatriz.

Para fazer as inscrições o atirador deve ser filiado a CBTE. Basta entrar no site da CBTE e escolher as provas que irá participar, gerar o boleto, e pagar antes da competição. Vale lembrar que as inscrições e pagamento via site da CBTE se encerrarão até meia noite de hoje. Inscrições na hora serão acrescidas de multa.

Para aqueles atiradores que não são confederados ou para aqueles que são confederados e que desejarem participar logo após se esgotarem suas 3 inscrições máximas permitidas pelo novo regulamento da CBTE, será realizada uma etapa extra válida pelo Campeonato Maranhense. A prioridade das inscrições e participações será para os atiradores que estão participando do Campeonato Brasileiro.

Vale mais uma vez lembrar da necessidade dos atiradores se deslocarem aos estandes munidos de suas Guias de Tráfego, além de verificarem se seu CR não está vencido. Não esquecer também de registrarem sua participação no livro de registro do clube, mesmo para aqueles que só forem treinar.

Programação CAPETIM

Sábado dia 14:

estande de 50m
8 da manhã - Prova de Carabina Deitado
logo após Carabina Deitado, provas de Carabina Mira Aberta 25 m e 50 metros até 5 da tarde

estande de 25 metros móvel
9 da manhã - Duelo 20" até 5 da tarde

estande de Ar Comprimido
9 da manhã - Carabina Mira Aberta de Ar e Pistola de Ar até 5 da tarde 

Domingo dia 15:

estande de 50m
9 da manhã - Provas de Carabina Mira Aberta 25 m e 50 metros até 12h

estande de 25 metros móvel
9 da manhã - Duelo 20" até até 12h

estande de Ar Comprimido
9 da manhã - Carabina Mira Aberta de Ar e Carabina de Ar Olímpica até 12h

por: FMTE

11 de abril de 2012

Campeonato Brasileiro de Rifle de IPSC


Campeonato Brasileiro de Rifle de IPSC

Dias 14 Abril/2012 Local – ATIBAIA – SP
Estande: Rua Inosuke Ando, 400 – Jd Pinheiros – Atibaia - SP

Mais informações: CBTP, FPTP, Tiro Dinâmico

Fundamentos do tiro: Posição

Fundamentos do Tiro Esportivo - Posição
"O Tiro Esportivo é um Esporte! Como tal, possui fundamentos que devem ser corretamente treinados, desde o início". Esta afirmação é do medalhista pan-americano e técnico de Tiro Esportivo Silvio Aguiar.

Hoje vamos iniciar uma série de artigos de sua autoria que falam exatamente sobre esses fundamentos e como devemos treiná-los. Bons treinos.

10 de abril de 2012

Silhuetas Metálicas


Quando você fala que seu esporte é o tiro a maioria das pessoas imagina você atirando contra um alvo circular de papel contendo outros círculos concêntricos menores. Nem sempre é assim. Aliás, muitas vezes. O esporte do tiro tem modalidades tão surpreendentes quanto apaixonantes. Silhuetas Metálicas é uma delas e no artigo abaixo você pode conferir um pouco da história e das regras.

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Silhuetas Metálicas

Silhuetas Metálicas é uma modalidade de Tiro Prático, disputada por ambos os sexos onde se utiliza armas de fogo ou pressão na qual se simulam situações de caça, disparando-se sobre alvos metálicos com formas de animais. As provas são divididas em categorias, que dependem do tipo de arma utilizada (longa ou curta) e do calibre das mesmas.

Uma das razões da grande popularidade das Silhuetas Metálicas é o fato dos atiradores não necessitarem de equipamentos caros ou sofisticados. O esporte permite aos atiradores competir em diversas categorias a acordo ao tipo de arma que possui. Conforme as distâncias vão aumentando, o grau de dificuldade aumenta.

Esta modalidade de tiro têm as suas origens no México, nos primórdios do século XX, durante o período revolucionário. No início utilizavam-se animais vivos como alvos, atirando-se a grandes distâncias. Nos finais dos anos 40, e devido a variadíssimas pressões, começam a ser utilizados alvos metálicos com  a forma de silhuetas de animais, em substituição destes. Para harmonizar as condições destas provas, são elaboradas por esta altura, as primeiras regras de competição.

Nos finais dos anos sessenta do século passado, o desporto do tiro à Silhueta Metálica é descoberto pelos atiradores norte-americanos, levando a uma crescente implantação da modalidade. Esta é reconhecida como disciplina de tiro pela “National Rifle Association” Norte-Americana em 1973. As regras adoptadas pelas atiradores americanos são essencialmente a regras originais mexicanas, com pouquíssimas alterações.

A internacionalização deste desporto contínua, tendo-se expandido por todo o mundo. De facto em 1989 é criada a AETSM – “Association Européenne de Tir sur Silhouettes Métalliques”, que rege a disciplina ao nível do Continente Europeu, e em 1992 a IMSSU – “International Metallic Silhouette Shooting Union”, que congrega as Federações de Tiro à Silhueta Metálica a nível mundial.

Os alvos utilizados nesta modalidade são silhuetas metálicas de galinhas, porcos ou javalis, perus e carneiros, colocados por esta ordem, sendo as silhuetas das galinhas as mais próximas do atirador (entre 25 e 200 metros para armas de fogo ou 9,14 e 32,9 metros para armas de pressão nos calibres 4,5mm e 5,5mm respectivamente). As dimensões dos alvos são igualmente diferenciadas. Em geral, uma prova é composta por quarenta tiros, tendo cada atirador que disparar a duas séries de cada tipo de alvo. 

O procedimento de prova é bastante simples. À ordem de carregar o atirador têm trinta segundos para se preparar. Em seguida é dada a ordem de início de tiro, tendo o concorrente dois minutos e meio na carabina, e dois minutos na pistola, para atirar aos cinco alvos da série, da esquerda para a direita. A pontuação obtida corresponde ao número de alvos derrubados pela ordem correta.

Ao contrário de outras modalidades de tiro à bala, disputadas com regras e regulamentos estritos, o tiro às Silhuetas Metálicas é comparavelmente mais informal. É a única modalidade de tiro prático que permite auxílio ao atleta. Cada atirador poderá contar com um observador (normalmente um outro atirador), posicionado à sua retaguarda com uma luneta. Este observador tem a função de identificar ao atirador os locais de impacto ou em que ponto do alvo o projétil atingiu, o que facilita bastante qualquer correção que seja necessária.

A popularidade das Silhuetas Metálicas deve-se ao fato de ser uma espécie de tiro informal regulamentado, praticado praticamente em “família”. Efetivamente, depois do disparo tanto o atirador como a assistência vêem e ouvem imediatamente o resultado deste: uma nuvem de pó, que significará um tiro falhado, ou o som metálico do projétil ao derrubar o alvo.


Fontes:


9 de abril de 2012

Comece certo


Melhor que dar o primeiro passo é dar o primeiro passo na direção certa. Quem inicia no esporte do tiro dificilmente encontra de primeira um técnico ou atirador experiente que tenha tempo, paciência e bagagem para lhe orientar rumo à elite do esporte.

Que tal então ouvir conselhos de quem já nos representou em dois Jogos Olímpicos e foi medalhista em duas provas Pan-Americanas? Silvio Aguiar é atleta e técnico de Tiro Esportivo. Representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Moscou (1980) e Los Angeles (1984). Medalhista Pan-Americano com duas de Prata e uma de Bronze nas provas de Pistola Livre e Pistola de Ar. Possui um blog sobre Tiro Esportivo Olímpico e lá podemos encontrar diversos artigos fundamentais aos iniciantes.

Aqui compartilharemos alguns desses ensinamentos. Comecemos pelo começo.

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Comece certo

Recebi outro dia, um e-mail de uma atiradora iniciante pedindo minha opinião sobre sua participação numa etapa do Campeonato Brasileiro. Ela acabara de adquirir uma pistola de ar e estava ansiosa para competir.

Minha resposta foi: não aconselho.

Participando agora do Campeonato Brasileiro, ela estaria cometendo o erro mais comum da maioria dos iniciantes no Brasil: estrear em competição sem a devida preparação teórica, técnica, tática, física e psicológica.

A pergunta nesse caso é muito simples: você iria ao campeonato brasileiro de karatê, jiu-jitsu ou tae-kuon-dô, apenas por ter comprado um quimono, mesmo que fosse o melhor quimono do mundo? Certamente, não. Seria no mínimo doloroso.

Ocorre que ir a uma competição de tiro esportivo de nível nacional, sem o devido treinamento, para fazer um monte de disparos errados e ficar em último lugar, aparentemente não dói nada. Há os que acham natural que um iniciante perca, ou seja, fique em último lugar numa competição deste nível.

O problema é que dessa forma, inicia-se pelo “des-trenamento”, onde o prefixo “des” não significa ação inversa, mas literalmente a des-truição de um possível futuro campeão.

Participando de um campeonato sem a devida preparação, a única coisa que se está criando e fixando é o hábito de perder, um trauma psicológico muito mais danoso do que qualquer trauma físico que um atleta possa ter.

Cabe ressaltar, que o mesmo pode ocorrer com atiradores mais experientes, e não só com os iniciantes. Levar um atirador que está despontando no cenário nacional para uma Copa Mundial, sem antes proporcionar a devida adaptação às competições internacionais, participando em provas de menor importância (uma competição internacional do seu continente, por exemplo), certamente irá causar o mesmo dano.

Acredito que todos conhecem a história do atirador húngaro Karoly Takacs. Bicampeão olímpico de tiro rápido; venceu a prova nos Jogos Olímpicos de Londres (1948), perdeu a mão direita em um acidente em 1949, e tornou a vencer em 1952, nos Jogos Olímpicos de Helsinki, atirando com a mão esquerda.

O extraordinário feito de Takacs só foi possível porque o mais importante no nosso esporte é a preparação psicológica do atleta. Ele havia perdido a sua mão direita, mas não havia perdido a confiança na sua técnica, nem sua auto-estima, mantendo intacta a sua crença na vitória.

Mais do que a preparação técnica, tática e física, no tiro esportivo, a psicológica define quem ganha e quem perde, e o seu correto treinamento é responsável pela formação do caráter competitivo do atirador, desde o seu primeiro dia nesse esporte.

Formar um campeão requer mais do que comprar uma arma e ter um estande e munição para atirar. Na realidade, sua formação tem início nos primeiros anos de vida, ou seja, nos primeiros movimentos, quando inicia o aprendizado e desenvolvimento das suas habilidades motoras. Desde então, a influência externa é decisiva na modelagem do seu comportamento futuro diante dos obstáculos que terá que enfrentar, tanto no esporte como na vida.

Diariamente, jovens procuram os clubes de tiro do país impulsionados pelos mais diversos motivos, e são recebidos com entusiasmo pelos diretores e atiradores. Porém, muito poucos recebem a correta orientação, simplesmente pela falta de preparo dos que lhes dão as boas vindas.

Como vimos em artigos anteriores, o aprendizado e o treinamento da ação motora do disparo só terão êxito se elaborados e executados como um processo pedagógico, partindo do simples para o complexo, gerando e fixando hábitos corretos que permitirão o desenvolvimento progressivo do atleta.

Antes de o iniciante começar a atirar, ele deve conhecer: o funcionamento da arma e os princípios teóricos da balística interna e externa, os fundamentos do processo de aprendizagem e treinamento das habilidades motoras, os exercícios iniciais de cada elemento do tiro esportivo, para só então iniciar o aprendizado e treinamento do processo de disparo.

O programa de treinamento inicia-se sempre pela preparação física geral, dando ao atirador condições de sustentar a arma com a estabilidade mínima necessária, e adequando o seu organismo para suportar o treinamento físico especial, que ocupará grande parte da sua atividade de treinamento como atleta do tiro esportivo.

Durante esse processo pedagógico, a preparação psicológica também é levada a cabo de forma progressiva, incluindo no programa de treinamento, exercícios que visam o desenvolvimento das habilidades psicológicas necessárias ao atleta do tiro esportivo, consolidando no dia a dia o caráter do futuro campeão.

Em paralelo, deve-se iniciar uma dieta alimentar condizente com a nova condição de atleta de um esporte olímpico. Se tiver algum hábito nocivo, como beber ou fumar, essa é uma boa ocasião e uma forte razão para abandoná-lo.

Leia atentamente o manual da sua arma, conheça o seu funcionamento e a função de cada parafuso, bem como suas características técnicas. Leia o livro de regras da ISSF, principalmente os capítulos referentes à modalidade que irá praticar.

Fica então a sugestão para os iniciantes: mais importante do que dar o primeiro passo, é dá-lo na direção correta. Não percam a oportunidade de começar certo.

Atirador Filipe Fuzaro fica em 20º em Mundial



Matheus Pezzotti

Preparando-se para disputar os Jogos Olímpicos de Londres, no dia 28 de março, o rio-clarense Filipe Fuzaro participou da etapa eliminatória de fossa double na Copa do Mundo de Tiro Esportivo, em Tucson, nos Estados Unidos.

Com desempenho regular em duas das três séries, o atleta terminou em 20º na eliminatória e ficou de fora da final da modalidade.

Na fossa double, os atletas participantes precisam acertar o maior número possível de pratos em cada uma das três séries de 25 lançamentos, sendo dois de cada vez.

Na primeira bateria, Fuzaro acertou 44, o que é considerado um índice regular. Na segunda bateria, acertou 49 e, na terceira, 45. Com um total de 138 acertos, ele ficou a cinco dos norte-americanos Walton Eller e Joshua Watson, que empataram na sexta colocação e disputaram o desempate. Apenas os seis primeiros se classificam para a final.

“Estava bem concentrado e tive um bom resultado, mas o nível dos atletas, por ser ano olímpico, estava muito elevado. Apesar da colocação, estou satisfeito. Tenho outras competições até as Olimpíadas para me preparar melhor”, resume o atleta.

Agora, Fuzaro irá participar de mais dois eventos em abril. Entre os dias 13 e 15, ele disputará uma etapa da Copa do Brasil de Tiro, em São Paulo. Um dia depois, ele embarca para Londres, quando disputará o evento-teste da modalidade entre os dias 17 e 28.

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